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O aumento das contas de energia tem provocado dúvidas entre consumidores e empresas sobre o que está pressionando as faturas e, principalmente, quais alternativas existem para reduzir essa exposição.
Em entrevista ao Jornal Semanário, Henrique Oliveira, diretor da Simplifica Energia, empresa do Grupo Ludfor, analisou fatores que podem estar por trás dos valores percebidos pelos consumidores, explicou o funcionamento das bandeiras tarifárias e falou sobre novas possibilidades para quem busca economizar.
A matéria foi originalmente publicada pelo Jornal Semanário em 15 de agosto de 2026.
Escrito por: Lucas Marques
Veículo: Jornal Semanário
Entrevistado: Henrique Oliveira, diretor da Simplifica Energia
Publicação original: 15 de agosto de 2026
Com as contas de luz mais altas, também crescem as dúvidas da população. Mesmo que a CPFL Energia-RGE alegue que o aumento estava previsto, cidadãos seguem fazendo reclamações e questionamentos. Para elucidar o atual momento, o Jornal Semanário conversou com o engenheiro Henrique Oliveira, diretor da Simplifica Energia, da Ludfor – grupo de soluções em energia.
Segundo ele, o cenário recente reúne diferentes fatores que podem ter impactado diretamente o valor das faturas, como o reajuste tarifário, aumento de consumo e a mudança no sistema da distribuidora.
O aumento médio de 16% não explica sozinho os casos de aumento das faturas. Segundo Oliveira, a atualização do sistema da distribuidora também provocou situações que podem ter influenciado.
Com isso, em algumas situações, o período considerado para a cobrança pode ter sido maior do que o habitual.
Na prática, isso significa que uma única fatura pode ter reunido o consumo correspondente a dois meses.
Oliveira ressalta, porém, que nem todos os casos estão relacionados a uma possível duplicidade de cobrança. Em algumas faturas analisadas, houve indicação de crescimento significativo no consumo. Por isso, a recomendação é que o consumidor compare o histórico das contas antes de concluir que houve erro na cobrança.
O problema ocorre quando o consumidor não reconhece o aumento apontado na fatura. Nesses casos, o diretor recomenda solicitar uma avaliação do medidor.
O número elevado de consumidores relatando problemas semelhantes também foi questionado. Para Oliveira, a quantidade de reclamações naturalmente gera desconfiança em relação à forma como o consumo está sendo apurado.
“A gente também teve aqui um grande volume de reclamações, inclusive não só de clientes, mas de colegas, colaboradores, familiares, que sentiram essa diferença também”, relata.
Segundo ele, o cenário “gera, sim, muito ruído com a distribuidora”, principalmente porque o consumidor passa a questionar a eficiência da apuração.
Oliveira ressalta que, caso seja comprovada uma falha, a distribuidora precisa responder conforme às regras estabelecidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
Outro componente que pode aumentar a conta são as bandeiras tarifárias. Oliveira explica que elas funcionam de maneira diferente do reajuste anual, sendo conferidas mês a mês.
As bandeiras estão relacionadas às condições de geração de energia no país. Como a matriz brasileira ainda é, em sua maioria, hídrica, períodos de menor disponibilidade dos reservatórios podem exigir o acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo de geração mais elevado.
Quando as termelétricas precisam ser acionadas, o custo adicional é repassado por meio das bandeiras tarifárias.
O mecanismo também tem o objetivo de estimular a economia de energia.

Além dos possíveis problemas relacionados às faturas, existe também um aumento efetivo no custo da energia elétrica.
Oliveira explica que o reajuste anual considera diversos componentes presentes na conta. Entre eles estão a remuneração da distribuidora, os custos de geração e transmissão, impostos e encargos.
Segundo ele, o custo da energia tem crescido acima da inflação.
Ele aponta fatores principais que ajudam a pressionar a tarifa: encargos, custos de transmissão, condições climáticas e necessidade de acionamento de usinas termelétricas, além dos impostos.
Para empresas, os efeitos também são sentidos diretamente nos custos da operação.
Diante do cenário de aumento dos custos, Oliveira também destaca o processo de abertura do mercado de energia como uma alternativa para consumidores que buscam reduzir a conta.
Segundo ele, grandes consumidores já têm acesso ao mercado livre há anos, mas o modelo vem sendo ampliado para outros perfis.
Consumidores de baixa tensão, como residências e pequenos comércios, passam a ter acesso a alternativas por meio de empresas que atuam no setor.
Oliveira cita a Simplifica Energia, que oferece uma forma mais simples e acessível de consumir energia renovável, com condições mais atrativas e sem ficar sujeito às oscilações das bandeiras tarifárias, sem investimentos, sem obras, sem placas solares e sem mensalidade.
Para Oliveira, buscar alternativas é cada vez mais importante diante da evolução dos custos.
Questionado pela reportagem sobre uma possível Ação Civil Pública contra a RGE, sugerida pelo vereador Edson Biasi, o prefeito de Bento Gonçalves, Amarildo Lucatelli, respondeu, pela assessoria, que a prefeitura, via PROCON, recebe as denúncias e acompanha os casos.
Os custos de energia podem mudar, mas o consumidor não precisa simplesmente aceitar os aumentos sem avaliar as alternativas disponíveis.
A Simplifica Energia oferece uma solução para consumidores que buscam economia por meio de energia renovável, sem instalação de placas solares, sem obras e sem investimento inicial.
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Texto original: Lucas Marques
Entrevistado: Henrique Oliveira, diretor da Simplifica Energia
Veículo: Jornal Semanário
Data da publicação: 15 de agosto de 2026
Matéria original: Contas de luz: “o consumidor tem que começar a procurar alternativas”, diz engenheiro
